#20 A falta de dinheiro e a infelicidade

por | maio 20, 2019 | 9 Comentários

Passar, ou mesmo viver dentro de uma situação financeira difícil é conviver constantemente com o estresse. A falta de grana produz forte tensão em nossos relacionamentos, podendo, inclusive, ameaçar o amor. É uma sequência de peças que se encaixam, uma vai afetando a outra, formando um efeito dominó causador de infelicidade.

Tudo começa na frustração que a ausência de dinheiro cria. É frustrante não poder pagar as contas, ter que ficar contando centavos, viver o presente e o futuro com insegurança, falar não para si mesmo quase o tempo todo, olhar-se no espelho e lutar contra a palavra fracasso estampada no rosto, tentar calar aquela voz interior dizendo a toda hora: tudo dá errado pra mim… é simplesmente frustrante!

Depois da frustração vem a raiva. Uma incontida irritação que pode virar constante agressividade. Palavras duras e ríspidas começam a sair dos lábios. Feridas se abrem. Da raiva passa-se para a culpa, ou de si mesmo ou do mundo, do outro, de Deus, do destino… sentimo-nos culpados, culpamos ou alguém nos culpa. Juntas a frustração, a raiva e a culpa formam uma espiral destrutiva da nossa estima e, por consequência, das nossas relações.

Precisamos aprender a ser felizes apesar do dinheiro. Mas não subestimemos a importância que ele tem, pois sua ausência pode ser devastadora, trazendo dores causadoras de forte infelicidade.

9 Comentários

  1. Simone

    Sim, o aspecto financeiro afeta todos os demais das nossas vidas.

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    • Fábio

      O dinheiro ou a falta dele vai ser problema ou não, dependendo das expectativas e dos desejos que as pessoas nutrem. Quanto mais encantada, ou dependente das “belezas” que o dinheiro pode trazer, mais propício ao sofrimento ou a infelicidade tal pessoa estará. Em nossa sociedade, tal como se configura hoje, o dinheiro é elemento para suprir grande parte dos desejos. Cada vez mais vejo sentido na afirmação do Leandro Karnak: “dinheiro, compra tudo, compra até amor sincero”.

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      • Eduardo

        Fábio obrigado Mano por seus comentários, sempre precisos, sempre elegantes, mesmo quando discordantes, você é um interlocutor admirável

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    • Claudia

      “A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros.” Confúcio

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      • Eduardo

        Belissímo

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  2. EDuardo

    Sim de fato, SImone

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  3. Alexandre de Lima.

    …eis um belo desafio: não menosprezar o que a falta de dim-dim pode provocar enquanto se busca intencionalmente
    encontrar belezas que proporcionam felicidade e não requerem dinheiro.

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    • Eduardo

      Sim meu amigo

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  4. Thiago Santos

    Acho que existe um mínimo necessário. O mínimo que compreenda alimentação, vestuário, educação, moradia… a partir do mínimo conseguimos pensar nas “belezas que o dinheiro pode trazer” como disse o Fábio. Abaixo desse mínimo é muito difícil pensar em felicidade. Como ser feliz sem ter o que por a mesa? Como ser feliz recebendo ligações de cobranças o tempo inteiro?

    Entendo mesmo que o dinheiro pode não ser o fato determinante para a felicidade, mas certamente não pode estar fora da sua equação.

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